A banda carioca Los Hermanos comemora neste ano 15 anos de
carreira. Em homenagem ao grupo que influenciou uma grande porcentagem da
música popular brasileira, e porque não, trouxe de volta todo um
romantismo/melancolia às poesias musicais. A Musicoteca reuniu 30 artistas
brasileiros para retratar alguns de seus clássicos, cada um com sua maneira e
estilo, em dois discos lançados de forma gratuita e independente.
Dos artistas selecionados para gravar as canções dos dois discos poucos
aparentam ter alguma afinidade de referência musical com o quarteto carioca, muitos
insistem em comparar e citar a célebre frase: “parece com Los Hermanos”, mas
nestes álbuns a história é diferente. Essa coletânea parece mais um apanhado de
revelações da música brasileira fazendo sua interpretação para as belas canções
do grupo. Entre os destaques: Bárbara Eugênia canta lindamente ‘O Pouco que
Sobrou’; Banda Gentileza faz uma versão de ‘Primavera’ bem caseira e parecida
com a original; Do Amor faz uma versão com muito frevo da música ‘Todo Carnaval
Tem Seu Fim’, bem animada e divertida; Cícero traz uma versão bonitinha da
música ‘Conversa de Botas Batidas’, sem nenhum alarde e em alguns momentos
lembrando a versão original.
A nova música brasileira foi muito bem representada nessa última
década graças ao Los Hermanos. De 15 anos pra cá misturar rock com a leveza da
MPB e o balanço do samba era algo inusitado, comprovando que a fórmula de
misturas regionais podem fazer um diferencial imenso para o trabalho da artista.
Que diga Chico Science e sua Nação Zumbi que provaram do mesmo doce.
Los Hermanos foi o pontapé inicial da nova safra de artistas independentes
que conseguiram criar um público fiel em seus shows, um público diferenciado
inovando a forma de fazer/ver um espetáculo musical. Rodrigo Amarante e Marcelo
Camelo deixaram saudades a seus fãs em suas composições e agora seguem em
carreira solo.
O primeiro disco
intitulado ‘Los Hermanos’ de 1999 trouxe toda uma influência de ska e hardcore
que consagrou o grupo, destaque para Anna Júlia e Primavera. Em 2001 foi a vez
do ‘Bloco do Eu Sozinho’, com grande influência do samba e da bossa nova
conseguiu criar um público fiel e colocar a banda num patamar mais aprimorado
da música brasileira. ‘Ventura’ de 2003 foi o primeiro disco a vazar na
internet antes do lançamento oficial. O último disco de estúdio, ‘4’ foi um
trabalho introspectivo com um grande toque de MPB, que acabou influenciando a
carreira solo de Marcelo Camelo e ao rompimento da banda. Em 2012 anunciam uma
breve reunião comemorativa de 23 shows por 11 capitais e em abril, o lançamento
de todos os discos em vinil. E com esta coletânea/tributo marca a influência da
banda nos artistas de hoje e de amanhã. Se você tiver a oportunidade de ver um
show dos caras, não perca, você ficará de frente com uma das bandas mais
expoentes do cenário nacional, com todo mérito. FICHA TÉCNICA
Artista: Vários
Álbum: Re-Trato
Ano: 2012
Selo: Musicoteca
Ilustrações:
Luyse Costa
Masterização: Eduardo Kusdra
FAIXAS
– DISCO I
1.
Todo Carnaval Tem Seu Fim –Do Amor
2. Vento –Quarto Negro
3. Morena –Tiago Iorc
4. Retrato pra Iaiá –nana
5. Último Romance –Graveola e o
Lixo Polifônico
6. A Outra –Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz
7. Condicional –Pélico
8. Além Do Que Se Vê –Cohen e Marcela
9. Primavera –Banda Gentileza
10. Deixa o Verão –Tibério Azul
11. Tá Bom –5 a Seco
12. A Flor –Nervoso e os
Calmantes
13. Anna Júlia –Velhas Virgens
Bônus
Tracks:
14. Dois Barcos –A Banda Mais Bonita da Cidade
15. Onze Dias –Rafael Castro
16. Azedume (instrumental) –Fusile
17. Anna Júlia (english version) –Velhas Virgens
1.
Um Par –Dan Nakagawa
2. Cara Estranho –Leo Fressato
3. Sentimental –Phillip Long
4. Fingi na Hora Rir –Nevilton
5. Do Sétimo Andar –Érika Machado
6. De Onde vem a Calma – Hidrocor
7. O Vencedor –Rodrigo Del ArceGalldino
8. O Velho e o Moço –Maglore
9. Samba a Dois –Jô Nunes
10. O Pouco que Sobrou –Bárbara Eugênia
11. Conversa De Botas Batidas –Cícero
12. Pois é… –Transmissor
13. Casa Pré-Fabricada –Lula Queiroga
Bônus
Track:
14. Morena –Wado
15. É de Lágrima –João e os Poetas de Cabelo Solto
16. Adeus Você –Nuvens
Linguagem singela essencialmente urbana, ou numa melhor tradução o paulistano Marcelo Jeneci consegue trazer a cultura popular como forte inspiração para suas letras. Explorando com grande riqueza a pluralidade de instrumentos que o artista domina acompanhado por uma voz limpa e quase adolescente. Estilos que variam do rock ao sertanejo, do pop ao tropicalismo, tudo bem acompanhado pela belíssima voz suave de Laura Lavieri e sua gangue, que conta ainda com Régis Damasceno no baixo, Arthur Verocai no arranjo de cordas, Edgard Scandurra na guitarra, Curumim na bateria e a condução perfeita entre as faixas feita com maestria pelo produtor Alexandre Kassin. Esse casamento perfeito revela um caminho extenso que Marcelo Jeneci traçou até chegar a este primeiro disco, sem esquecer de citar a grande influência declarada do artista, Erasmo Carlos.
Um certo dia, o filho de pernambucanos ganhou de seu pai uma sanfona, instrumento que ainda hoje o diferencia de outros músicos nacionais. Logo depois veio o piano, o violão, a guitarra e para se tornar um excelente compositor era questão de tempo e vivência. Começou tocando sanfona e piano para Chico César, mais tarde fazendo parte da banda Cidadão Instigado, acompanhou/acompanha como músico grandes artistas da música brasileira como Vanessa da Mata, Elza Soares e Arnaldo Antunes. Teve música fazendo parte de trilha sonora de novela global. Participou da gravação do disco da Tulipa Ruiz, e em 2010 lançou seu primeiro álbum “Feito pra Acabar” onde assina todas as composições, algumas em parcerias, que coloca Marcelo Jeneci como um dos pilares do circuito alternativo paulistano, transformando o disco num dos melhores de 2010 (2º na revista Rolling Stone).
Deu pra notar o nível musical de Marcelo Jeneci? A importância de seu trabalho para a nova música nacional é imensa, fazemos parte de um novo cenário que aparece para substituir uma velha MPB já desgastada pelo tempo. Ousado, sem se prender a fórmulas tradicionais típicas da música brasileira, Marcelo Jeneci é a prova que ainda existe música sincera, que as declarações de amor ainda podem ser cantadas, que ser inocente sem ser ingênuo não é questão de babaquices, e o mais importante, que a FELICIDADE É SÓ QUESTÃO DE SER. FICHA TÉCNICA Artista: Marcelo Jeneci Álbum: Feito pra Acabar Ano: 2010 Gravadora: Som Livre Produzido por: Alexandre Kassin
FAIXAS 1 – Felicidade (Marcelo Jeneci/ Chico César) 2 - Jardim Do Éden (Marcelo Jeneci) 3 - Copo D`Água (Marcelo Jeneci) 4 - Café Com Leite De Rosas (Marcelo Jeneci Ortinho Arnaldo Antunes) 5 - Quarto De Dormir (Arnaldo Antunes e Marcelo Jeneci) 6 - Pra Sonhar (Marcelo Jeneci) 7 - Por Que Nós? ( Marcelo Janeci / Luiz Tatit) 8 - Dar-Te-Ei (Marcelo Jeneci/ Helder Lopes/ Veronica Pessoa/ José Miguel Wisnik) 9 – Longe (Marcelo Jeneci) 10 - Tempestade Emocional (Marcelo Jeneci) 11 - Show De Estrelas (Marcelo Jeneci) 12 - Pense Duas Vezes Antes De Esquecer (Marcelo Jeneci Ortinho Arnaldo Antunes) 13 - Feito pra acabar (Marcelo Jeneci)
VÍDEO CLIPE - FELICIDADE A Felicidadeestá por todos os cantos do vídeo, que mostra a real simplicidade das cidadezinhas do interior e um pouco do cotidiano da maior parte dos que vivem nelas: a terceira idade.A filmagem foi ambientada na cidade de Sairé, região agreste do Pernambuco, onde já foi moradia do cantor, que resolveu aproveitar um dos seus momentos de refúgio com Laura Lavieri a tiracolo para gravar. O sino, o varal de arame, o radinho de pilha, as ruas de paralelepípedo, os porta retratos antigos de família. As particularidades são infinitas e trazem a quem já morou ou passou por uma cidade pequena os bons fantasmas do passados.
O que antes era considerado por muitos como “brega” pelas ondas sonoras da FM. Hoje, o cantor goiano Odair José vive uma fase “cult”. Saindo de um período longo de ostracismo, conseguiu se popularizar junto a um público mais jovem, onde eles tiram suas próprias conclusões sobre a música nacional da década de 70. E nessas novas críticas, Odair José não é o símbolo de um artista desprezado, para muitos é a redescoberta da salvação musical de um cenário musical elitizado e indie-americanizado.
Parece moda artistas que foram desprezados no passado, começarem a ter seu trabalho reavaliado por novos artistas do cenário nacional. Essa é uma forma de manter viva a história da música popular brasileira. Neste disco temos Paulo Miklos (Titãs) apresentando uma versão bem rock’n’roll na música “Vou tirar você desse lugar”, destaque para a guitarra de Rick Bonadio bem distorcida e os versos finais da música “Candy” do Iggy Pop. O Pato Fu dilacera corações com a voz carinhosa de Fernanda Takai em “Uma Lágrima”, solo desconcertante da guitarra de John Ulhoa. Mombojó fez a melhor versão do disco com “Ela voltou diferente”, uma música sutil e muito triste, o clima que o órgão traz a música é de fazer chorar. Columbia também fez uma bela versão com uma voz feminina para a música “Eu queria ser John Lennon”, uma pegada bem rock. Entre os artistas selecionados, se pudéssemos citar um que mais se aproxima do som de Odair, é o fã confesso Zeca Baleiro, com uma versão em violão de “Eu, você e a praça”. Mundo Livre S/A traz a versão mais estranha e inclassificada do disco, com uma base eletrônica e a voz de Fred 04 recitando a letra. “Nunca Mais” traz todo o clima lisérgico da versão original com um toque de rock da banda Shakemakers. O Sufrágio traz o refrão mais pegajoso do disco com “Cadê Você” (que nunca mais apareceu aqui). O Jumbo Elektro do vocalista Tatá Aeroplano faz uma versão maluca e enérgica para “A noite mais linda do mundo”. Essas são algumas músicas de destaque no disco que, por ser um tributo, consegue com grande proeza homenagear as várias vertentes fases da carreira de Odair José.
Odair José não teve vergonha de denunciar a mulher por agressão. Não teve vergonha de ir a uma passeata e defender a classe das empregadas domésticas. Não teve vergonha de escrever sobre cabarés e uma possível paixão por uma prostituta. Não teve vergonha, em plena ditadura, de defender o uso do anticoncepcional feminino batendo de frente com a igreja católica. Não teve vergonha de enfrentar um público elitizado sob vaias, cujo mesmo foi convidado por Caetano Veloso para dividirem o palco na música “Vou tirar você desse lugar”. Teve a música “A Primeira Noite de um Homem” proibida pela censura da época e viu vários de seus sucessos ocuparem o primeiro lugar da rádio. Foi o primeiro artista nacional a gravar uma ópera rock com o disco “O filho de José e Maria”. Odair José é uma grande referência para artistas como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, China, Tatá Aeroplano, Marcelo Jeneci e Fernando Catatau. E você ainda vai ficar na dúvida de conhecer a obra desse grande artista. Deixa essa vergonha de lado, essa coisa de gostar escondido não existe mais. Chegou a hora de você redescobrir a poesia popular do Bob Dylan da Central do Brasil.
FICHA TÉCNICA Artista: Vários Álbum: Tributo a Odair José - Vou Tirar Você Desse Lugar Ano: 2005 Gravadora: Allegro Discos Produzido por: Sandro Belo
FAIXAS 01- Vou Tirar Você Desse Lugar - Paulo Miklos 02- Vida que Não Pára - Suzana Flag 03- Uma Lágrima - Pato Fu 04- Eu Queria Ser John Lennon – Columbia 05- Ela Voltou Diferente - Mombojó 06- Eu, Você e a Praça - Zeca Baleiro 07- Deixe Essa Vergonha de Lado - Mundo Livre AS 08- Foi Tudo Culpa do Amor - Suíte Super Luxo 09- Nunca Mais – Shakemakers 10- E Ninguém Liga pra Mim – Leela 11- Cadê Você – Sufrágio 12- Esta Noite Você Vai Ter Que Ser Minha - Picassos Falsos 13- A Maçã e a Serpente - Poléxia 14- A Noite Mais Linda do Mundo - Jumbo Elektro 15- Uma Vida Só - Arthur de Faria e Seu Conjunto 16- Que Saudade de Você - Terminal Guadalupe 17- Vou Contar de Um a Três – Volver 18- Cotidiano nº 3 - Los Pirata
Em 2007 surgia no cenário independente nacional um quinteto fortemente influenciado pela música folk norte-americana. Esses músicos causaram um grande alvoroço e foram intitulados como um dos grandes nomes no gênero folk, até então pouco explorado no país. Fizeram grandes sucessos mesclando músicas cantadas em inglês e português. Agora, após 5 anos amadurecendo este projeto, eis que ressurge uma banda totalmente reformulada com um álbum todo cantado em português. Desprendendo a banda de um rótulo vazio e ampliando um pouco mais as influências da banda, tudo isso carregado sob um clima romântico e pelos ares sujos da cidade de São Paulo. Estamos falando dos mato-grossenses do Vanguart, uma banda que como poucas consegue se reinventar sem cair no tradicionalismo da música brasileira.
“Boa Parte de Mim Vai Embora”, o segundo cd da banda foi registrado em 3 dias num esquema ao vivo. Sua concepção partiu da ideia de uma aproximação do grupo com o público, por isso este álbum soa mais popular e transparece uma poética mais sentimental numa mesma medida. Fim de relacionamentos, melancolia amorosa e a literatura transformaram o som do Vanguart em algo sofisticado e de mais fácil apego.
Se você deseja afogar suas mágoas ao clima de bebida e música inspiradora, “Boa Parte de Mim Vai Embora” é um disco que te fará refletir sobre suas desilusões e sofrimentos. Hélio Flanders é o novo poeta da música brasileira, sua mensagem nostálgica deve ser apreciada conforme você irá se entregando emocionalmente as canções, se você não está passando por este momento sua conclusão pode ser a de um disco bem cansativo. Algo se rompeu e está começando nessa fase da carreira da banda, é a descoberta das semelhanças entre o amor e a sarjeta, ou algo que se mantém vivo no coração mas perdido em matéria.
FICHA TÉCNICA Artista: Vanguart Álbum: Boa parte de mim vai embora Ano: 2011 Gravadora: Vigilante (Deck) Produzido por: Vanguart
FORMAÇÃO Hélio Flanders - vocal, violão e gaita Reginaldo Lincoln - baixo David Dafré - guitarra Douglas Godoy - bateria Luiz Lazzaroto – teclado Part. Especial de Fernanda Kostchak - violino
FAIXAS 01. Mi Vida Eres Tu 02. Se Tiver Que Ser na Bala, Vai 03. Desmentindo A Despedida 04. Nessa Cidade 05. Engole (Arde Mais Que Brasa Em Pele Quente) 06. A Patinha Da Garça 07. Eu Vou Lá 08. Onde Você Parou 09. ... Das Lágrimas 10. Amigo 11. Morrerão 12. O Que A Gente Podia Ser 13. Depressa
Entre Roberto Carlos e Pink Floyd, o guitarrista cearense Fernando Catatau e companhia lançaram em 2009 o excelente álbum Uhuuu! O disco foi gravado com o patrocínio da Funarte e com o apoio do Projeto Pixinguinha, com o investimento financeiro neste projeto a banda conseguiu gravar o disco com uma produção aprimorada, gravando em fita, tudo bem planejado.
A banda que trabalha junta desde 1994, consegue equilibrar os projetos paralelos dos integrantes com o tempo da banda, afinal são amigos de longa data e a mensagem nas músicas é forte, algo que eles viveram ou que realmente tenham acontecido. Você pode encontrar um ou outro tocando por aí com Arnaldo Antunes, Otto, Karina Bhur, Bárbara Eugênia, isso só comprova a versatilidade e a primazia dos integrantes na nova geração da música brasileira.
“Uhuuu!” é um disco com seu tempo, um registro de uma época, Catatau diz no mini documentário que existem músicas de 10 anos atrás presentes no disco. As canções não exploram estilos musicais, parecem pequenas histórias românticas, que passam por nossa vida deixando grandes emoções. “Uhuuu!” não é uma simples expressão surfista (Catatau foi durante muito tempo body-boarder) ou uma saudação aos amigos de Fortaleza, mas um grito de guerra às coisas boas, que traz uma simplicidade às coisas que não precisam ser respondidas, deixem que elas explorem seus sentimentos.
“Contando Estrelas” é o hit brega-setentista carro chefe da banda. Em “O Nada” e o “O Cabeção”, esta última com participação do Arnaldo Antunes, trazem o rock progressivo ao som da banda, aliás podemos notar uma grande influência de Roger Waters no estilo de Fernando Catatau. “Escolher pra quê” é rock, simples, sem muita frescura. “Como as Luzes” é a música mais romântica do disco, a letra é linda e mostra todo o sentimento de Catatau nesta composição. “Homem Velho” é uma homenagem a Neil Young, uma balada divertida, dançante e emocionante. O disco é cheio de vertentes, a banda conseguiu explorar esse lado psicodélico-viajante com boas letras, muitas românticas, e com um instrumental impecável, não é a toa que Fernando Catatau é um dos melhores guitarristas brasileiros da atualidade e seus músicos bastante requisitados na nova música popular brasileira, é preciso ser diferenciado para conseguir status como eles conseguiram.
Catatau é uma pessoa simples, honesta e de coração bom. Já ouviu muitas críticas por sua voz, tem plena consciência de suas excelências e limitações: “Se falam bem, massa! Se falam mal, massa! Eu faço o que gosto e acho que isso já basta pra mim!”. É impossível não gostar do som brega-setentista do Cidadão Instigado, ouça de mente aberta. Abra as portas das suas casas e deixem os Cidadãos entrarem!
FICHA TÉCNICA
Artista: Cidadão Instigado
Álbum: Uhuuu!
Ano: 2009
Gravadora: Independente (Patrocínio da Funarte)
Produzido por: Cidadão Instigado
FORMAÇÃO Fernando Catatau - guitarra e voz Regis Damasceno - guitarra, violão e voz Clayton Martin - bateria Rian Batista - baixo e voz Dustan Gallas – teclado Kalil Alaia - técnico de som e efeitos
FAIXAS 01 - O Nada 02 - Contando Estrelas 03 – Doido 04 – Dói 05 - Escolher pra quê 06 - Como as luzes 07 – Ovelhinhas 08 - A radiação na terra 09 - Deus é uma viagem 10 - Homem Velho 11 - O cabeção
DOCUMENTÁRIO INSTIGANDO NA MULTIDÃO Produzido por Daniel Mattos (esse mesmo blogueiro da Fanzine Britadeira) e Heitor Sena na Virada Cultural de Jundiaí em 2010.